O mistério da lua

O cheiro que te navega na pele alucina a minha calma.
As tuas mãos grandes que já percorreram tanta vida, enrouquecem a minha voz incapaz.
O teu olhar reprovador doma a minha rebeldia de miúda mais nova.
Os teus passos firmes sem necessidade de afirmação abalam o meu chão que estremece.
Os teus lábios perfeitos e indiferentes fervem o meu sangue e eu arranho as minhas paredes que rangem e gritam o amor que te tenho.
Dizer-te assim, na tua serenidade e na minha incapacidade de te imitar, que os meus dias correm com os nossos passos, que o meu sorriso são os teus olhos e a tua ausência é dor que não quero viver. Dizer-te assim, nesta agitada correria da minha alma, que te amo e te agradeço.