August 28, 2006
August 27, 2006
Poderes

Sabem porquê que eu digo isto?
Porque tudo continua a falar de tudo, como se soubesse mesmo de tudo e tudo fosse como quer.
Aborrece-me! Dói-me, daquelas coisas que ficam encravadas num lugar estranho do peito.
E sabem, quem mas deu ontem nem sequer me conhecia, mas mesmo assim fez questão de me matar. Talvez porque seja mais fácil. Talvez porque só alguns saibam amar em palavras. Sabem mais? Eu sei amar, amar em palavras. E tenho um punhado delas para distribuir sorrisos pela vida fora.
Agora que escrevi estou mais aliviada. As palavras têm poderes… e ainda há quem não se acredite.
August 26, 2006
Celebration

I'm having a private party
Ain't no body here but me, my angels, and my guitar singin' baby
look how far we've come here
I'm havin' a private party
Learning how to love me
Celebrating the woman I've become, yeah
I tried to call my mother, but
She didn't get where I was going
I called my boyfriend and he said
Call me back a little later baby
I hung up the phone, I felt so alone
Started to feel a little pity
That's when I realized that I
Gotta find the joy inside of me
I'm gonna take off all my clothes
Look at myself in the mirror
We're gonna have a conversation
We're gonna heal the disconnection
I don't remember when it started
But this is where it's gonna end
My body is beautiful and sacred
And I'm gonna celebrate it
All my life
I've been looking for
Somebody else
To make me whole
But I had to learn the hard way
True love began with me
This is not ego or vanity
I'm just celebrating me
Sometimes I'm alone but never lonely
That's what I've come to realize
I've learned to love the quiet moments
The Sunday mornings of life
Where I can reach deep down inside
Or out into the universe
I can laugh until I cry
Or I can cry away the hurt
Happy birthday to me
Happy birthday to me
Happy birthday
Happy birthday to me
Happy birthday to me
Happy birthday
August 24, 2006
I can make you come alone
Faz de conta que não me queres, vira-me costas e acende-me.
Frio e cruel, sente o cheiro que brota da minha pele, chama-se amor querido.
CALA-TE, agora não quero ouvir as tuas promessas, antes grita o quanto me queres.
Lambe-me. Do pescoço ao infinito, sabes onde tens de parar.
Quero gritar.
Estás a sentir? O teu corpo treme com a força do meu, agressivo este meu sabor. Boca de fel.
Abres-me as pernas cheio de tesão, cego proferes palavras cheias de traição, finges emoção. Em vão!
Da tua boca quase vejo escorrer baba, das órbitas saltam-te os olhos. Eu passo as mãos pelo meu corpo, tu arrepias-te.
Eu vou-me embora. A mim não me fodes tu!
August 22, 2006
Tento-te
Não sei quantos dias tem o meu futuro, quantas cidades diferentes têm as minhas horas, sei que te quero bem mais perto do que o bolso do coração, quero-te aqui a segurares-me a mão. A tua mulher
Assim de forma simples, bem simples, quero ficar contigo. Percebes?
Assim, por exemplo, se o mundo acabasse amanhã…sim, contigo!
August 20, 2006
August 15, 2006
Orfeu
Pudesse eu um dia esquecer o mundo, jamais esqueceria o teu nome
Pudesse eu um dia perder-me pelas ruas em que te encontro, seria paz
Pudesse um dia pintar a vida vadia, toda a tinta seriam os teus olhos
E nas tuas mãos guardaria os meus segredos; nas minhas letras a tua voz clara; nos teus passos as minhas pernas cruzadas no desejo; nas nossas bocas colaria a ousadia que é amarmo-nos contra a corrente
Pudesse eu…
Música no Castelo: Lily Allen - Littlest Things
August 11, 2006
Amar e Partir

Fotografia de Wasted Photos
Ontem deitei-me na cama com outro homem, com planos de o amar e me encontrar. Por entre os planos dos lençóis percebi que não existia o teu cheiro que se prendeu, com os anos, ao meu olfacto nem o sabor que a minha língua coseu ao sentimento.
Faltavam as tuas mãos e os traços com que me palmilhavas num deserto de ideias. Faltou o jeito com que desligavas a minha máquina pensadora, a maneira fácil com que roubavas todas as ideias tolas que me assombravam…parecias mágico, bastava-te olhar para mim. Faltou o encanto
Fingi
Tentei dormir para que os anjos do sonho roubassem a ideia absurda da tua presença. Insististe em ficar. Talvez porque nunca tenhas sabido partir. Ainda bem. Ainda mal.
Sempre, tudo de ti.
O teu travo na minha garganta com toda a fumaça que a tua história deixou na minha alma. Hoje sei, sou incerta. Tenho marcas de fogo do nosso tempo de guerra, viveremos sempre em guerra, os dois… porque amar não deu certo, porque deixar nunca foi mais do que uma palavra que as nossas bocas gritaram e engoliram. Não te deixei. Tu deixaste-me aos montes, despedaçada, por aqui e ali. Os meus sentidos pertencem-te. E amar outro homem não é senão confundi-los.
Faltou também a tua partida, a forma como sempre me deixaste depois de me fazeres acreditar que eras real. Faltou a dor de te perder. Faltou a dor.
[Obrigada a todos que partilham a Princesa. Em amor. Sempre]
August 09, 2006
Alice

São mais do que muitas da manhã e reviro-me na cama em pensamentos tão rápidos que me fazem suar.
Soa-me também a tua distância com a fragrância seca dos ponteiros ilusórios do relógio. Parece que vivo no País das Maravilhas, eu que nunca percebi a história da Alice.
Revolvo-me e revolto-me, equaciono a minha capacidade de amar. Somo-lhe todas as minhas loucuras, manias, complexos e compartimentos vazios. Serás tu capaz de amar o escuro de mim?
(“You see all my light and you love my dark”)
E penso mais. Já me levantei, a cama empurrou-me para longe do descanso. Hoje, certamente, não sonharei contigo. Apenas fantasmas, os meus queridos que se habituaram ao corpo sozinho.
Serei eu capaz de me partilhar depois de tanto tempo? Virão abaixo as muralhas que construí?
Tanto tempo a aprender a amar a solidão que hoje sinto remorsos de a trair. Talvez deva voltar para ela: “sim, aceito”.