March 12, 2007

Estrela que Dança

Fotografia de Bonkrissybon

Como te contar o amor que trago meio destrambelhado neste peito desarrumado?
Chamas-me desajeitada, emaranhada nas minhas estrelinhas como criança que gosta de ficar acordada até tarde a brincar com a lua. Só ainda não percebeste que é o teu jeito que me quebra todas as regras e que todas as minhas loucuras são palavras que não te consegui dizer.
O amor é a minha macaca pintada no chão, os pinotes que se fazem no recreio, o elástico e a corda que não pode parar enrolada nos pés, as corridas, o sorriso pelo dia cheio, o ballet, a escolinha, os amiguinhos, a ginástica, o primeiro beijo…o amor são todos os momentos da minha vida que guardei dentro de mim para, um dia, os saber dar a quem os soubesse receber.
Não é fácil dar, não é fácil receber.
O amor? Vamos jogar à macaca. Deixa-me enrolar o cabelo nos dedos e olhar-te enquanto, distraído, és tu mesmo.

March 03, 2007

Fotografia de Stephanie Bingham


Para qualquer lado que olhe vejo imagens, imagens dentro de mim onde te reflectes e me anulas. Penso de que forma me desenharia se não fossem os teus lápis a colorir.
Olho as mãos, parecem vazias, sinto-as pesadas. Têm linhas que escrevem a tua ausência, a tua saudade, a ânsia de te pegar cheia de cuidado para não te estragar os medos, não vá acordares e fugires de novo.
De uma mão à outra vai um mundo. O mundo da ilusão dos poetas.
De uma mão à outra vai o vazio de um poço sem fim. Ouço o som cortante do silêncio que habita neste poço. Danço, a dança triste da loucura.

É uma loucura a tua ausência, já te tinha dito?

March 02, 2007

Pontada

Um ponto final não é grave nem agudo, é apenas pessoal.